No alto do morro, lá estava ela. Escondendo do brilho que o sol trazia aos seus olhos, seu melhor amigo ao lhe acompanhar. De repente, a saudade trouxe aquele sorriso em pensamento, e então montou em seu cavalo e por aquela imensidão verde, está a galopar e a chorar. Por aquela fazenda, as pedras que passam por lá representam o seu coração que apesar de bater, está duro com essa torturosa lembrança que deixou..
De onde que vem esses olhos? E esse abraço? De o que salta essa voz? No teu acalanto, me encanto. Meus dedos escorrendo ao teu corpo, assim como dedilhar na viola, no choro da sanfona somos somente um, longe de você sou um ser comum. Turbilhões de sensações, de sentimentos, de lembranças e de batidas dentro de um corpo pequeno, talvez seja apenas o pó, fotografia que será motivo de uma risada.
E agora, tô ligada na tomada em uma noite mal dormida. Tô com saudade! Saudade do seu beijo, do seu abraço, da sua risada, to com saudade de você, aqui, bem do meu lado. Você pisou, sapateou e deixou apenas dor. A chuva vem lavar essa esperança de que um dia ainda acordarei com você ao meu lado, e olha, eu juro que tentei fugir de tudo isso, mas fugir não adianta nada! Eu sei que essa tempestade um dia irá passar, e eu ainda serei o sol iluminando tua vida. Mesmo que ele seja pequeno pra você, meu amor será a imensidão.
Volto pra casa! Meu berrante avisa a saudade, a espora corta meu coração, meu cavalo meu refugio, a boiada traz a esperança e aquele silêncio só me traz você.

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