terça-feira, 25 de agosto de 2015

Me perdoe, saudade

Quem diria que de repente um bicho mansinho como você, que foi chegando de aconchegando em meu peito pode fazer um estrago tão grande na minha história!?
Vejo você dançar, no teu corpo ela se enconsta, se balança, a juventude encanta e eu estou ali feito criança, meu corpo se mexendo e com tanta gente, só queria me aconchegar no teu compasso. 
Sentir teu cheiro, ouvir sua respiração... 
Ai, moreno! Vem cá! Vamos xamegar. 
A dança é nossa. Balança! Nesse requebrado vamos a noite toda, e enquanto você me balança, o coração se encanta. 
Moreno, na dança a dois somos um, um só corpo, um só jeito e um só amor palpitando em dois pequenos corações com saudade de alguém que um dia fez morada.  
Hoje, a saudade me machuca, o coração bate corroendo esse amor. Ah, por que você me machucou? Machucou feito um xote que naquele xamego meu coração  é feito zabumba, meu peito é feito triângulo e nosso amor é feito o som da sanfona, chora sem se machucar e vive a fazer com que as pessoas ao redor sorriem. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário